Colíder, MT – 21 de maio de 2026 13:01

Autor: Ozieu Alves

Agronegócios

PF e Ministério da Agricultura apreendem 48 toneladas de açúcar com suspeita de adulteração


PF e Ministério da Agricultura apreendem 48 t de açúcar com suspeita de adulteração
Divulgação/Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da Polícia Federal (PF)
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Polícia Federal (PF) apreenderam aproximadamente 48 toneladas de açúcar VHP com suspeita de adulteração no corredor de exportação do Porto de Paranaguá (PR), informou o ministério nesta quinta-feira (14).
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“Durante teste preliminar realizado no momento da coleta das amostras, a fiscalização identificou a presença de materiais insolúveis, aparentemente areia, em quantidade superior ao limite permitido pela legislação…”, afirmou, em nota.
Isso indica “possível adulteração da carga e desconformidade com os padrões de qualidade exigidos para o produto”. A empresa responsável pela carga, que não teve o nome divulgado, foi autuada.
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Auditores fiscais federais agropecuários realizaram coleta de amostras para confirmação analítica da suspeita e adoção das medidas administrativas.
A operação integra uma articulação permanente entre a Polícia Federal, autoridades portuárias e o ministério no combate a fraudes em cargas de exportação.
Operações de fiscalização são fundamentais para garantir a integridade das cargas exportadas e preservar a confiança dos mercados internacionais nos produtos agropecuários do Brasil, maior produtor e exportador global de açúcar, disse o ministério.
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Agronegócios

China renova e depois suspende licenças para centenas de exportadores de carne bovina dos EUA


Trump ao lado de Xi Jinping na China, em 13 de maio de 2026
BRENDAN SMIALOWSKI/AFP
A alfândega chinesa parece ter interrompido as liberações de exportação para centenas de fábricas de carne bovina dos EUA nesta quinta-feira (14), horas depois que a Reuters informou que as tão esperadas licenças haviam sido aprovadas em meio a uma cúpula entre os presidentes dos EUA e da China em Pequim.
➡️ Mais de 400 fábricas de carne bovina dos EUA perderam a elegibilidade para exportação em 2025, depois que as permissões da China, concedidas entre março de 2020 e abril de 2021, expiraram sem a renovação usual, representando cerca de 65% das instalações antes registradas.
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A renovação das licenças seria uma clara vitória para os produtores de carne bovina dos EUA, depois que a Casa Branca disse nas últimas semanas que a questão seria levantada na cúpula.
O status do registro, que havia sido listado como “efetivo” no início da quinta-feira, mais tarde foi revertido para “expirado”, segundo o site da alfândega.
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A Administração Geral de Alfândega da China não estava disponível por telefone e não respondeu imediatamente às perguntas enviadas por fax pela Reuters sobre o motivo da mudança.
Alguns diretores de empresas chinesas de carne bovina contatados pela Reuters se recusaram a comentar ou a serem identificados, citando a sensibilidade do assunto.
“Uma coisa é certa: esse assunto é uma carta que a China está jogando nas negociações comerciais bilaterais — é muito eficaz para enviar sinais, enquanto o risco real permanece completamente gerenciável. É por isso que estamos observando mudanças tão drásticas”, disse Xu Hongzhi, analista sênior da PEQUIM Orient Agribusiness Consultants, acrescentando que não tinha certeza do que provocou a mudança.
Durante uma reunião bilateral nesta quinta-feira com o presidente dos EUA, Donald Trump, o presidente chinês, Xi Jinping, pediu que os dois lados ampliem a cooperação em áreas como comércio e agricultura, informou a emissora estatal CCTV.
O presidente-executivo da Cargill, Brian Sikes, está entre os CEOs dos EUA que acompanham Trump. As plantas de propriedade da Cargill e da Tyson Foods foram incluídas quando as renovações apareceram pela primeira vez no site da alfândega.
Vítima da guerra comercial entre Pequim e Washington, as exportações de carne bovina dos EUA para a China caíram constantemente para cerca de US$ 500 milhões no ano passado, em comparação com o pico de US$1,7 bilhão em 2022.
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Agronegócios

Explosão e queda: quatro trabalhadores morrem em apenas duas semanas durante colheita no ES


Bombeiros fazem alerta para evitar acidentes de trabalho no campo
Com o início do período de colheita no Espírito Santo, os registros de acidentes nas lavouras, especialmente de café, começam a aumentar. Só neste mês, em apenas duas semanas, foram registradas quatro mortes no estado em áreas de produção. Os acidentes envolveram explosão, incêndio e queda.
Três delas são decorrentes de um incêndio em um alojamento de uma fazenda de café em Vila Valério, na Região Noroeste. A quarta vítima morreu ao cair de uma escada enquanto abastecia um secador de pimenta, em Jaguaré, no Norte capixaba.
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Os trabalhadores Gildeson Gama Leite, 30 anos, Ilmar Gama de Souza, 31 anos, e Aldino Alves Almeida, 28 anos, eram da Bahia e tiveram até 90% dos corpos queimados após uma explosão causar um incêndio no quarto em que estavam, na madrugada do dia 4 de maio. Outro homem também ficou ferido.
A administradora da fazenda, Fernanda Kefler, contou que há a suspeita de que o fogo tenha começado após um curto-circuito em uma tomada onde celulares estavam carregando.
O quarto onde o fogo começou ficou completamente destruído: os colchões foram destruídos e as telhas do telhado caíram. Eles estavam internados, intubados, no Hospital Jayme dos Santos Neves, na Serra, Grande Vitória.
Já o produtor José Albino, de 56 anos, estava abastecendo um secador de pimenta quando caiu da escada e bateu a cabeça. Ele ficou internado por seis dias, mas não resistiu e morreu no último dia 5.
Gildeson Gama, Ilmar Gama de Souza, Aldino Alves Almeida e José Albino morreram em lavouras de café e pimenta
Reprodução/TV Gazeta
Cuidados na colheita
Diante de casos como esses, a necessidade de adotar cuidados e reforçar o uso de equipamentos de segurança no campo são ainda mais importantes.
Segundo o tenente do Corpo de Bombeiros Leonardo Cazzotto, em São Mateus são registradas até duas ocorrências toda semana relacionadas aos trabalhos na lavoura, envolvendo diversos equipamentos.
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“A gente tem riscos envolvendo a colheita propriamente dita, como lesões, corte, risco de atropelamento. Eles (trabalhadores) também lidam com caminhões, com tratores, e aí existem pontos cegos em torno desses veículos”.
Casos de corpos estranhos, como galhos e grãos, atingindo os olhos dos trabalhadores também são comuns neste período, assim como a respiração da poeira do café que contém material orgânico.
Para se proteger destes agentes externos, conforme o tenente, é essencial utilizar Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como luvas, óculos de proteção, máscaras, aventais e botinas, e aumentar a percepção de risco, observando com atenção a movimentação de veículos e o solo, que pode ter materiais que causam ferimentos nos pés.
As luvas protegem contra contaminações químicas, por exemplo. Já o avental protege contra vazamentos e respingos. Botinas dão estabilidade no terreno e protegem até de picadas de alguns animais no chão.
Produtor rural utilizando EPIs no Espírito Santo
Reprodução/TV Gazeta
Orientações aos contratantes
Os cuidados também devem ser adotados pelos proprietários das fazendas que contratam os trabalhadores.
Atualmente, o Pacto do Café institui políticas contra o trabalho análogo à escravidão e ao trabalho infantil no setor cafeeiro, mas outras situações precárias também devem ser evitadas pelos empregadores.
Segundo o superintendente do Ministério do Trabalho no Espírito Santo, Alcimar Candeias, “todas as questões relacionadas à segurança, à saúde no trabalho e à garantia dos direitos sociais previdenciários são responsabilidade de quem contrata”.
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