PRODUÇÃO DE ETANOL EM MT DEVE CRESCER 17,8% NA SAFRA 2026/2027

PRODUÇÃO DE ETANOL EM MT DEVE CRESCER 17,8% NA SAFRA 2026/2027
Por Redação | Mato Grosso – 04 de Abril de 2026 | Ozieu Alves | Foto: Internet
O setor de biocombustíveis em Mato Grosso segue em ritmo acelerado de expansão. Segundo dados consolidados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a produção de etanol no estado deve registrar um salto de 17,8% na safra 2026/2027, atingindo a marca histórica de 8,44 milhões de m³.
O desempenho robusto é impulsionado, principalmente, pelas usinas de etanol de milho, que consolidaram o estado como o maior player do setor no Brasil.
O Poder do Milho e a Diversificação
O protagonismo do milho na matriz energética mato-grossense é evidente. Na projeção para a safra 2026/2027, o cereal responderá por 7,33 milhões de m³ da produção total, enquanto a cana-de-açúcar contribuirá com 1,11 milhão de m³.
Atualmente, o estado conta com um parque industrial em plena atividade e expansão:
- 12 usinas em funcionamento.
- 10 unidades em fase de produção.
- 5 projetos em estágio de estudo de viabilidade.
Fatores Estratégicos: Economia Verde e Geopolítica
A ascensão do biocombustível em Mato Grosso não é apenas uma questão de oferta, mas de demanda estratégica. Dois fatores principais sustentam esse crescimento:
- Descarbonização: O etanol se firma como pilar da “economia verde”, oferecendo vantagens competitivas na redução de emissões.
- Cenário Internacional: O encarecimento do diesel importado, reflexo das tensões geopolíticas envolvendo os EUA, Israel e o Irã, acelerou a busca por alternativas internas e renováveis.
Subprodutos e Exportação
Além do combustível, o processamento gera subprodutos valiosos. No último ciclo, as usinas entregaram 2,7 milhões de toneladas de DDG (grãos secos de destilaria), essenciais para a nutrição animal no estado.
No horizonte econômico, o novo acordo entre Mercosul e União Europeia surge como um divisor de águas, prometendo ampliar o acesso do agro mato-grossense à maior zona de livre comércio do mundo. Com a abertura de 15 novos mercados internacionais nos últimos dois anos, Mato Grosso consolida sua posição como o “celeiro energético” do país.
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