O Martírio da Fé no Coração de Mato Grosso
A Beatificação do Padre Nazareno
Por: (Ozieu Alves) Equipe de Jornalismo Transmeridional


É com o coração transbordante de alegria que assistimos a Igreja, em sua sabedoria milenar, elevar aos altares um autêntico mártir dos nossos tempos. O Papa Francisco autorizou a beatificação do Padre Nazareno Lanciotti, e a cerimônia oficial já tem data marcada: será no dia 13 de junho de 2026, em Jauru (MT).
Quem foi este soldado de Cristo?
Nascido em Roma, em 1940, o Padre Nazareno não hesitou em deixar o conforto da “Cidade Materna” para se tornar missionário no Brasil. Em 1972, ele chegou a Jauru, uma região que na época carecia de tudo: luz, estradas e até de uma casa para o sacerdote. Mas, como nos ensinam os santos, onde falta o pão material, a Providência multiplica a força espiritual.
Durante 29 anos, ele transformou aquela localidade. Fundou comunidades, foi o Diretor Nacional do Movimento Sacerdotal Mariano e um incansável defensor da Adoração Eucarística e da devoção a Nossa Senhora.
O Preço da Verdade
Jesus já nos alertava: “Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim” (Jo 15,18). O trabalho do Padre Nazareno em defesa dos pequenos — combatendo a prostituição infantil, o tráfico de drogas e as injustiças sociais — incomodou as trevas.
Na noite de 11 de fevereiro de 2001, em um ato de ódio à fé, ele foi baleado na própria casa paroquial. Antes de partir para a Casa do Pai, ele deixou um testamento espiritual profético: “Quando me procurarem, sempre me encontrarão aos pés do sacrário”.
Por que a Beatificação é importante para nós?
A beatificação não é apenas uma honraria humana; é o reconhecimento de que o sangue derramado por Cristo em solo mato-grossense frutificou. O Padre Nazareno é o testemunho vivo de que a Igreja não é feita de burocracia, mas de homens e mulheres que amam a Deus acima da própria vida.
Que o exemplo deste novo Beato nos ajude a sermos católicos mais autênticos, firmes na doutrina e corajosos na caridade.
Beato Nazareno Lanciotti, rogai por nós, pelo Brasil e por Jauru!