🚨 URGENTE 🚨Israel fecha a Igreja do Santo Sepulcro

Da redação com|INFOVATICANA | 16 março 2026O Santo Sepulcro de JerusalĂ©m permanece fechado desde 28 de fevereiro devido ao clima de insegurança provocado pelo conflito no Oriente MĂ©dio, uma situação inĂ©dita pela sua duração que impede a celebração de missas e liturgias no lugar onde a tradição cristĂŁ situa a crucificação e ressurreição de Cristo.Um fechamento incomum do lugar mais sagrado do cristianismoDe acordo com o Vatican News, o grande portĂŁo de duas folhas que protege há sĂ©culos a entrada do Santo Sepulcro nunca havia permanecido fechado por tanto tempo de forma contĂnua.Ao longo da histĂłria, guerras, tensões ou atĂ© mesmo a pandemia limitaram o acesso ao santuário, mas nunca haviam impedido por semanas as celebrações litĂşrgicas neste lugar central da fĂ© cristĂŁ.A situação coincide, alĂ©m disso, com o tempo da Quaresma, perĂodo de preparação espiritual que leva Ă Semana Santa e que tradicionalmente se vive em JerusalĂ©m percorrendo a Via Dolorosa, o caminho que recorda a PaixĂŁo de Jesus Cristo atĂ© o GĂłlgota.No entanto, desde o final de fevereiro as portas do templo permanecem fechadas e nĂŁo se permite a celebração de ritos que fazem parte de uma tradição milenar.Em dĂşvida as celebrações do TrĂduo PascalA prolongação desta situação faz temer que as celebrações do TrĂduo Pascal, o momento central do calendário litĂşrgico cristĂŁo, possam ser afetadas.Responsáveis eclesiais na Terra Santa intensificaram as gestões perante as autoridades israelenses para obter pelo menos a permissĂŁo de celebrar a Semana Santa no interior do santuário que guarda o GĂłlgota e o tĂşmulo vazio de Cristo.A Igreja local insiste na importância de manter a presença cristĂŁ na que Ă© considerada a Igreja MĂŁe de todas as Igrejas, recordando tambĂ©m as palavras de SĂŁo JoĂŁo Paulo II no inĂcio de seu pontificado: “NĂŁo tenhais medo. Abri, melhor ainda, abri de par em par as portas a Cristo”.Nem mesmo durante a pandemia ou em outros momentos histĂłricos especialmente difĂceis se havia impedido celebrar as missas dominicais da Quaresma no Santo Sepulcro, embora fosse com restrições.O conflito levanta “muros invisĂveis”O clima de violĂŞncia que se vive na regiĂŁo gerou, segundo descreve a reflexĂŁo publicada pelo Vatican News, uma profunda desconfiança e temor entre as comunidades.A pressĂŁo constante da insegurança levanta “muros invisĂveis” entre as pessoas, alimentados pelo medo do outro e pela violĂŞncia que continua marcando a vida cotidiana no Oriente MĂ©dio.O cĂ©u da regiĂŁo continua cruzado por mĂsseis, drones e ataques, que nĂŁo distinguem entre povos ou religiões e que destroem vidas, histĂłria e natureza.Um apelo a abrir “as portas do coração”Diante desta situação, a Igreja volta a insistir na necessidade de trabalhar pela paz. Durante o Angelus do quarto domingo da Quaresma, o Papa LeĂŁo XIV pediu com firmeza um alto ao fogo, expressando a dor pelo sofrimento que continua a golpear a regiĂŁo.O PontĂfice convidou tambĂ©m os cristĂŁos a “abrir os olhos” e a viver uma fĂ© que nĂŁo permaneça indiferente diante da dor do prĂłximo.Da Terra Santa insiste-se em que, embora o conflito levante barreiras aparentemente insuperáveis, os cristĂŁos estĂŁo chamados a derrubar esses muros mediante a verdade, a esperança e o amor ao prĂłximo.
