Colíder, MT – 21 de maio de 2026 12:57

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Preço global dealimentos dispara e chega ao maior valor em 3 anos com guerra no Irã; veja o que mais subiu


Preço global dos alimentos dispara com guerra no Oriente Médio
O preço dos alimentos voltou a subir no mundo e acendeu um alerta da Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo a FAO, agência da ONU para Alimentação e Agricultura, a alta está ligada à escalada da guerra no Oriente Médio e já afeta o sistema alimentar global.
O índice de preços da FAO atingiu o maior nível em três anos. O diretor-geral da entidade destacou que a crise já ultrapassou o campo geopolítico e começou a impactar diretamente o abastecimento mundial de alimentos.
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Entre os produtos que mais subiram estão os óleos vegetais. A alta é atribuída, principalmente, ao aumento da demanda por biocombustíveis e à disparada do preço do petróleo.
No caso do trigo, a principal preocupação é a escassez de fertilizantes. Antes da guerra, cerca de um terço dos fertilizantes comercializados no mundo passava pelo Estreito de Ormuz, região estratégica que enfrenta bloqueios e forte tensão militar.
Preço global dos alimentos dispara com guerra no Oriente Médio
Reprodução/TV Globo
Nesta semana, novos confrontos agravaram a situação. O Irã acusou os Estados Unidos de violarem o acordo de cessar-fogo após ataques contra dois navios. O governo iraniano afirmou que, “sempre que uma solução diplomática está sobre a mesa, os Estados Unidos optam por uma aventura militar irreversível”.
Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o cessar-fogo segue mantido, apesar dos ataques, que classificou como um “tapinha de amor” durante entrevista.
Com as incertezas sobre a trégua e o aumento das tensões na região, o preço do petróleo voltou a ultrapassar a marca de US$ 100 por barril.
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EUA vão oferecer recompensa por informações contra frigoríficos investigados por práticas abusivas, incluindo JBS e Marfrig


Trump se irrita com preço de carne e manda investigar frigoríficos nos EUA
O governo dos Estados Unidos afirmou nesta semana que pagará uma recompensa a quem fornecer informações sobre frigoríficos investigados por práticas comerciais abusivas.
(CORREÇÃO: o g1 errou ao informar que os EUA pagarão uma recompensa de mais de US$ 1 milhão a quem fornecer informações sobre frigoríficos investigados por práticas comerciais abusivas. O valor pode variar de 15% a 30% da multa se ela ultrapassar US$ 1 milhão. A informação foi corrigida às 9h35).
A JBS e a National Beef, controlada pela Marfrig nos Estados Unidos, são alvos da investigação. Além delas, as norte-americanas Cargill e Tyson Foods também são analisadas desde novembro do ano passado.
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A operação começou por solicitação do presidente dos EUA, Donald Trump, que acusou as quatro empresas de elevarem os preços da carne bovina “por meio de conluio ilícito”. Segundo o governo, entre 1980 e 1990, a fatia de gado comprada por esses frigoríficos passou de um terço para mais de 80% do total nacional.
O Departamento de Justiça informou que revisou mais de 3 milhões de documentos e ouviu centenas de pessoas do setor, como pecuaristas e produtores.
A recompensa pode variar de 15% a 30% do valor das multas se elas ultrapassarem US$ 1 milhão. O pagamento será feito a quem fornecer informações sobre possíveis crimes concorrenciais ou fraudes.
Em nota, a MBRF afirmou que respeita as leis de defesa da concorrência. A empresa acrescentou que, nos EUA, a National Beef atua em sociedade com 700 produtores locais, que detêm cerca de 18% do capital da companhia.
O g1 procurou a JBS, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
Leia também: Exportação de carne bovina do Brasil pode cair 10% em 2026 com restrição da China, diz Abiec
Foco nas empresas brasileiras
A JBS é a maior produtora de carne nos EUA, segundo a empresa. Já a National Beef é a quarta maior e é reconhecida como a mais lucrativa do setor no país, segundo a Marfrig.
A secretária de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins, afirmou na segunda-feira que a propriedade estrangeira de grandes processadores de carne representa uma ameaça ao país.
“Uma empresa de propriedade brasileira detém cerca de um quarto do mercado e possui um histórico documentado de corrupção internacional e atividade ilícita”, disse a secretária.
Ela também associou a empresa a casos de corrupção, cartéis e trabalho escravo, citando denúncias recentes. “O que já é ruim o suficiente por si só, mas também é em detrimento dos grandes pecuaristas independentes e consumidores da América”, declarou.
No dia 29, o Ministério Público do Trabalho (MPT) do Pará pediu a condenação da JBS em, no mínimo, R$ 118 milhões por trabalho análogo à escravidão na cadeia produtiva da pecuária. Na ocasião, a empresa disse que “não foi notificada sobre as ações mencionadas”.
Além de Rollins, o conselheiro do presidente Trump, Peter Navarro, disse que o lobby da carne, representado por brasileiros, teria “ameaçado silenciosamente a Casa Branca” em resposta ao tarifaço. Segundo ele, isso teria resultado no desvio de carne dos EUA para a China.
Em agosto, os EUA aplicaram uma tarifa de 50% sobre diversos produtos brasileiros exportados para o país, incluindo carne. O Brasil é o principal fornecedor do produto para a indústria norte-americana.
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Menos gado no pasto
Os estoques de gado nos EUA caíram ao nível mais baixo em quase 75 anos, após fazendeiros reduzirem seus rebanhos devido a uma seca prolongada, que prejudicou as pastagens e elevou os custos de alimentação.
O fornecimento ficou ainda mais restrito porque os EUA suspenderam, há um ano, a maioria das importações de gado mexicano, diante de preocupações com a disseminação da bicheira-do-Novo-Mundo, uma praga que infesta o gado.
Apesar de também serem grandes produtores, os EUA ainda precisam importar carne para suprir a demanda dos consumidores, que se manteve firme e pressionou os preços.
A baixa oferta obrigou frigoríficos a pagar mais pelo gado destinado à produção de hambúrgueres e bifes.
Em dezembro, a JBS informou que fecharia de forma permanente uma fábrica nos arredores de Los Angeles, responsável por preparar carne bovina para venda em supermercados dos Estados Unidos.
O frigorífico rival Tyson Foods também anunciou, em janeiro do ano passado, o fechamento de uma importante fábrica de abate de gado em Nebraska, que emprega cerca de 3.200 pessoas.
Pecuaristas insatisfeitos
Pecuaristas norte-americanos criticam Trump desde outubro, após o presidente sugerir que o país importe mais carne bovina da Argentina. Na ocasião, ele disse que usaria a medida para reduzir os preços nos EUA, que atingiram níveis recordes.
Os produtores viram o comentário como uma ameaça, em um momento de preços elevados do gado e forte demanda dos consumidores americanos.
Trump respondeu às críticas nas redes sociais e afirmou que eles estão em boa condição econômica graças ao tarifaço imposto ao Brasil e a outros países.
“Os pecuaristas, que eu amo, não entendem que a única razão pela qual estão indo bem, pela primeira vez em décadas, é porque eu impus tarifas sobre o gado que entra nos EUA, incluindo uma tarifa de 50% sobre o Brasil”, disse Trump em sua rede social.
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CNA e Reuters
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Exportação de carne bovina do Brasil pode cair 10% em 2026 com restrição da China, diz Abiec


As exportações de carne bovina do Brasil, maior exportador mundial, podem cair cerca de 10% em 2026 em comparação com 2025, devido a restrições tarifárias impostas pela China, afirmou nesta terça-feira (5) o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Roberto Perosa.
Em conversa com jornalistas, Perosa afirmou também que a produção de carne bovina voltada ao mercado chinês deve ser interrompida por volta de junho, em razão da tarifa. Segundo ele, será necessário aumentar o consumo interno para compensar o volume que deixará de ser exportado ao país asiático.
A China, principal destino da carne bovina brasileira, adotou neste ano uma cota de 1,1 milhão de tonelada isenta da tarifa mais elevada, de 55%, como forma de proteger sua produção interna.
Esse volume está perto de ser atingido, pois as empresas aceleraram os embarques para a China a fim de evitar a tarifa mais alta. O total inclui ainda cargas enviadas no fim de 2025 e que chegaram ao país asiático no início de 2026.
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Em 2025, o Brasil exportou 3,5 milhões de toneladas de carne bovina, das quais 1,7 milhão de toneladas tiveram a China como destino, segundo dados da Abiec.
“Não há mercado que substitua a China”, disse Perosa.
No início do ano, a Abiec trabalhava com um cenário mais otimista, prevendo relativa estabilidade nas exportações, com base na possível abertura de novos mercados e no redirecionamento das vendas para outros destinos.
Segundo Perosa, havia expectativa em relação à abertura do mercado da Coreia do Sul para a carne bovina brasileira, o que não deve mais ocorrer em 2026.
Perosa disse ainda manter expectativa quanto à possível abertura do mercado japonês, que poderia ajudar a reduzir o impacto da queda nos embarques para a China.
Projeto agro – boi
Gustavo Wanderley/g1
Sobre a possível abertura do mercado da Turquia, que também poderia impulsionar as exportações, Perosa afirmou que o avanço depende de um “convencimento técnico”. Segundo ele, as autoridades turcas exigem testes em toda a carne brasileira, o que tornaria o processo inviável. O Brasil, por sua vez, negocia para que as análises sejam feitas por lotes.
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