Colíder, MT – 21 de maio de 2026 12:19

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Café agroecológico ganha espaço no ES com produção sustentável e grãos com mais sabor


Cultivo de café entre árvores nativas garante sustentabilidade e grãos com mais sabor
Um cafezal cultivado em meio à Mata Atlântica, com sombra de árvores nativas, manejo orgânico do solo e foco na qualidade da bebida. Esse é o modelo do café agroecológico, que vem ganhando espaço no Espírito Santo ao aliar sustentabilidade, conforto térmico para as plantas e alto valor agregado no mercado.
Nesse sistema, conhecido como agroflorestal, o café cresce sob a proteção de outras espécies vegetais, o que influencia diretamente na qualidade do grão.
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O produtor Dieimes Bohry cultiva cerca de 700 pés de café conilon nesse modelo em uma propriedade em Vila Valério, no Norte do estado, e pontua os benefícios.
“O café demora um pouco mais a amadurecer porque a planta está na sombra. Isso traz um conforto térmico melhor e, com mais tempo no pé, há maior acúmulo de açúcar no grão”, explicou.
Café agroecológico ganha espaço entre produtores do Espírito Santo, unindo sustentabilidade e maior valor de mercado
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Sombra e manejo natural favorecem produção
O cultivo segue um calendário dividido em duas etapas. Entre dezembro e abril, período mais quente, as copas das árvores formam uma cobertura verde que protege os cafezais do sol intenso e das chuvas fortes.
Já entre maio e agosto, com temperaturas mais amenas, ocorre a colheita, fase em que as árvores passam por poda.
Além da sombra, o sistema agroecológico aposta na adubação orgânica.
“Nosso solo é adubado com esterco de animais e com a própria poda das árvores. Essa matéria orgânica enriquece o solo, de onde o café retira os nutrientes que precisa”, disse Bohry.
Propriedade em Vila Valério aposta na produção do café agroecológico
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Controle de qualidade pós-colheita
Após a colheita, o café passa por etapas rigorosas de seleção. Os grãos são lavados para eliminar impurezas e separar os que boiam, considerados de menor qualidade.
Em seguida, são secos em terreiros suspensos, passam por nova triagem e seguem para descascamento e torra.
Todo o processo conta com acompanhamento técnico do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper). Amostras são enviadas para análise em laboratório, onde são avaliadas características físicas, além de sabor e aroma da bebida.
Grãos de café conilon produzido no modelo agroecológico são secos em terreiros suspensos, passam por nova triagem e seguem para descascamento e torra
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Segundo o técnico agrícola Tássio Sousa, os resultados têm sido positivos.
“A forma de manejo e o cuidado no pós-colheita estão resultando em cafés de excelente qualidade, que têm potencial para se destacar no mercado”, afirmou.
Maior valor agregado
O café conilon produzido em sistema agroflorestal pode alcançar preços até quatro vezes superiores aos do cultivo convencional. Esse diferencial tem incentivado produtores a investir no modelo.
A agricultora Luciene Pessin é mais um exemplo de quem aposta nesse mercado.
“O café especial é diferenciado desde o plantio. Quando chega à xícara, o consumidor está disposto a pagar mais pela qualidade”, disse.
Café conilon produzido em sistema agroflorestal pode alcançar preços até quatro vezes superiores aos do cultivo convencional. Espírito Santo
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Além do retorno financeiro, o sistema também contribui para a preservação ambiental.
“A ideia da agrofloresta é não agredir o meio ambiente, preservar árvores nativas e gerar produtos de alto valor agregado. No nosso caso, o café especial agroecológico realmente vale a pena cultivar”, destacou Bohry.
ES lidera produção de conilon
Maior produtor de café conilon do Brasil, o Espírito Santo responde por cerca de 70% da produção nacional. A cultura representa 38% do PIB agrícola do estado.
Atualmente, são cerca de 286 mil hectares plantados, distribuídos em 49 mil propriedades rurais em 68 municípios. Entre os maiores produtores estão Linhares, Rio Bananal, Jaguaré, Vila Valério e Nova Venécia.
A colheita de 2026 está prevista para começar em agosto.
Espírito Santo responde por cerca de 70% da produção nacional de café conilon
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Agronegócios

China renova licença de mais de 400 exportadores de carne bovina dos EUA após encontro entre Trump e Xi Jinping


Trump diz que firmou acordos com China, mas falta de detalhes desanima mercado financeiro
A China renovou mais de 400 licenças de frigoríficos dos Estados Unidos que estavam vencidas, permitindo que essas empresas voltem a exportar carne bovina para o país asiático. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (15) pela agência Reuters, com base em dados do site da alfândega chinesa.
A decisão veio após a reunião entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, realizada em Pequim.
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Na quinta-feira (14), centenas de frigoríficos americanos haviam perdido autorização para vender carne bovina à China porque as licenças expiraram sem renovação automática.
As unidades afetadas representavam cerca de 65% das plantas registradas para exportar ao mercado chinês.
A renovação é considerada uma vitória para o setor de carne bovina dos EUA, já que a Casa Branca vinha pressionando pelo tema nas negociações com a China. Entre as empresas beneficiadas estão unidades da Cargill e da Tyson Foods.
Segundo a Reuters, antes do início do encontro entre os dois países, o status das licenças chegou a aparecer como “ativo” no sistema da alfândega chinesa durante a quinta-feira, mas depois voltou a constar como “expirado”, gerando incerteza no mercado. Autoridades chinesas não explicaram a mudança.
A Federação de Exportadores de Carne dos EUA informou que, segundo seu entendimento, os registros vencidos de frigoríficos americanos estavam aparecendo como renovados no sistema chinês, e que alguns outros frigoríficos americanos também constavam como registrados. A associação do setor disse que estava buscando mais detalhes.
“Este é um primeiro passo crucial para restabelecer totalmente o acesso da carne bovina dos EUA à China”, disse o porta-voz da federação, Joe Schuele.
As exportações de carne bovina dos EUA para a China vêm caindo desde o agravamento da disputa comercial entre os dois países. Depois de atingir US$ 1,7 bilhão em 2022, o valor recuou para cerca de US$ 500 milhões no ano passado.
Visita de Trump à China termina com impasses
Donald Trump e Xi Jinping em Pequim, na China
Jornal Nacional/ Reprodução
A visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à China terminou nesta sexta-feira (15) com cerimônias, elogios públicos e promessas de cooperação, mas sem avanços concretos em temas considerados sensíveis entre os dois países. (lei mais sobre a reunião aqui)
Durante os encontros em Pequim, o presidente chinês, Xi Jinping, defendeu uma relação mais próxima entre as duas potências e afirmou que China e EUA devem atuar como “parceiros, não rivais”.
Trump também elogiou Xi e disse acreditar em um “futuro fantástico” para a relação entre os países.
Apesar do tom amigável, persistem impasses importantes. O principal deles é Taiwan, que continua sendo um dos maiores pontos de tensão entre China e EUA. Segundo a imprensa chinesa, Xi alertou que o tema pode levar os dois países a um conflito se não for tratado com cuidado.
Os EUA seguem apoiando a autonomia de Taiwan e fornecendo armas à ilha, enquanto a China considera o território parte de seu país e ampliou a presença militar na região.
Outros temas discutidos foram o Oriente Médio, a guerra na Ucrânia e a situação no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. Trump afirmou que ele e Xi concordam sobre a necessidade de manter a passagem aberta.
Mesmo após dois dias de reuniões, os governos fizeram poucos anúncios concretos. Trump disse apenas que a China concordou em comprar aviões americanos e ampliar a cooperação comercial em algumas áreas.
*Reportagem em atualização
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Agronegócios

Novo Tiguan R-Line: por que o SUV premium da Volkswagen se destaca no Brasil


Novo Tiguan R-Line é referência na categoria.
Volkswagen/Divulgação
O Novo Tiguan R-Line chega ao Brasil com uma proposta clara: elevar o padrão de desempenho, tecnologia e conforto dentro do segmento de SUVs premium.
Desenvolvido para acompanhar diferentes momentos do dia a dia (da rotina nas cidades às viagens em estrada), o modelo combina sofisticação e soluções que tornam a experiência ao dirigir mais fluida e intuitiva.
Além do conjunto mecânico robusto, o Novo Tiguan reúne um pacote amplo de tecnologia, conectividade e sistemas avançados de assistência à condução, somados a um interior projetado para oferecer conforto e bem-estar a todos os ocupantes.
No infográfico, explore os principais destaques técnicos que fazem do Novo Tiguan R-Line uma referência na categoria.
Volkswagen
Divulgação
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Como cultivar o lúpulo, planta usada na produção de cerveja


Imagem de uma plantação de lúpulo.
Arquivo Pessoal
Tem interesse em cultivar o lúpulo, planta usada na produção de cerveja? 🍺
O Globo Rural te indica uma publicação da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP), com informações para quem deseja iniciar a produção.
O material explica as características do lúpulo, apresenta diferentes variedades da planta e traz orientações sobre manejo, preparo do solo e adubação.
📱Acesse aqui
Que fruta é essa?
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China renova e depois suspende licenças para centenas de exportadores de carne bovina dos EUA


Trump ao lado de Xi Jinping na China, em 13 de maio de 2026
BRENDAN SMIALOWSKI/AFP
A alfândega chinesa parece ter interrompido as liberações de exportação para centenas de fábricas de carne bovina dos EUA nesta quinta-feira (14), horas depois que a Reuters informou que as tão esperadas licenças haviam sido aprovadas em meio a uma cúpula entre os presidentes dos EUA e da China em Pequim.
➡️ Mais de 400 fábricas de carne bovina dos EUA perderam a elegibilidade para exportação em 2025, depois que as permissões da China, concedidas entre março de 2020 e abril de 2021, expiraram sem a renovação usual, representando cerca de 65% das instalações antes registradas.
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A renovação das licenças seria uma clara vitória para os produtores de carne bovina dos EUA, depois que a Casa Branca disse nas últimas semanas que a questão seria levantada na cúpula.
O status do registro, que havia sido listado como “efetivo” no início da quinta-feira, mais tarde foi revertido para “expirado”, segundo o site da alfândega.
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A Administração Geral de Alfândega da China não estava disponível por telefone e não respondeu imediatamente às perguntas enviadas por fax pela Reuters sobre o motivo da mudança.
Alguns diretores de empresas chinesas de carne bovina contatados pela Reuters se recusaram a comentar ou a serem identificados, citando a sensibilidade do assunto.
“Uma coisa é certa: esse assunto é uma carta que a China está jogando nas negociações comerciais bilaterais — é muito eficaz para enviar sinais, enquanto o risco real permanece completamente gerenciável. É por isso que estamos observando mudanças tão drásticas”, disse Xu Hongzhi, analista sênior da PEQUIM Orient Agribusiness Consultants, acrescentando que não tinha certeza do que provocou a mudança.
Durante uma reunião bilateral nesta quinta-feira com o presidente dos EUA, Donald Trump, o presidente chinês, Xi Jinping, pediu que os dois lados ampliem a cooperação em áreas como comércio e agricultura, informou a emissora estatal CCTV.
O presidente-executivo da Cargill, Brian Sikes, está entre os CEOs dos EUA que acompanham Trump. As plantas de propriedade da Cargill e da Tyson Foods foram incluídas quando as renovações apareceram pela primeira vez no site da alfândega.
Vítima da guerra comercial entre Pequim e Washington, as exportações de carne bovina dos EUA para a China caíram constantemente para cerca de US$ 500 milhões no ano passado, em comparação com o pico de US$1,7 bilhão em 2022.
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