Colíder, MT – 21 de maio de 2026 14:03

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Ministro de Minas e Energia diz que aumento do teor de etanol na gasolina será discutido em maio


O ministro de Minas e Energia (MME), Alexandre Silveira, anunciou, nesta sexta-feira (24), que o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% para 32% será analisado na próxima reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), prevista para maio.
Segundo o ministro, a elevação para o chamado “E32” já conta com respaldo técnico. “Vamos submeter ao CNPE o E32, elevando o teor de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%, percentual que já teve os testes aprovados quando adotamos o E30”, afirmou.
De acordo com o governo, a medida pode reduzir em cerca de 500 milhões de litros por mês a necessidade de importação de gasolina. Esse volume seria suficiente para eliminar a dependência externa do país no abastecimento do combustível, colocando o Brasil em condição de autossuficiência.
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Medida temporária
O ministro informou, ainda, que a iniciativa terá caráter excepcional e temporário, com vigência inicial de 180 dias, podendo ser prorrogada por igual período mediante decisão do CNPE.
Segundo o ministério, a proposta deve melhorar a logística do setor, ao liberar infraestrutura atualmente utilizada para importação de gasolina. Isso pode aumentar a eficiência na distribuição de outros derivados, como o diesel.
Ministério vai propor aumento do teor de etanol na gasolina
Reprodução/EPTV
A proposta faz parte das diretrizes da Lei do Combustível do Futuro, marco regulatório que busca ampliar o uso de energias renováveis e reduzir emissões no setor de transportes. Em agosto de 2025, a mesma diretriz ampliou o teor de etanol na gasolina de 27,5% para os atuais 30%.
Desta vez, em particular, a mudança acontece em um momento sensível do mercado internacional de combustíveis. A guerra no Oriente Médio afetou diretamente o preço do petróleo e deixou a gasolina mais cara em todo o mundo. O governo tem adotado medidas emergenciais para conter os efeitos dessa instabilidade, incluindo redução de impostos e concessão de subsídios. A mistura de 32% será o próximo passo.
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Agronegócios

Azeite brasileiro leva nota máxima em prêmio europeu, algo jamais visto na história da competição


Azeite Frantoio, da fazenda Estância das Oliveiras, conseguiu tirar nota 100 na European International Olive Oil Competition (EIOOC) 2026.
Divulgação
O azeite brasileiro Frantoio fez história neste mês ao alcançar a pontuação máxima no European International Olive Oil Competition (EIOOC) 2026.
“Foi a primeira vez que isso aconteceu na premiação”, confirmou ao g1 o CEO e cofundador do Global International Olive Oil Competitions (GIOOC), Raouf Chouket.
Produzido pela fazenda Estância das Oliveiras, em Viamão (RS), o rótulo recebeu nota 100 de 100 de todos os jurados do concurso. “É a nota em forma de perfeição”, comenta André Goelzer, responsável pela produção e dono da fazenda.
O g1 já visitou a Estância das Oliveiras, em 2023, para mostrar como funciona o processo de produção do azeite. Veja no vídeo abaixo.
De onde vem o azeite
Chouket afirma que outros rótulos já alcançaram a pontuação máxima em competições organizadas pela GIOOC, mas que, no European International, é a primeira vez que isso acontece. “É algo extremamente raro”.
O concurso, que está em sua 5ª edição, aconteceu entre os dias 14 e 16 de abril, em Genebra, na Suíça. Neste ano, a competição reuniu mais de 200 marcas de diversos países, entre eles Turquia, Espanha, Grécia, Itália e França.
As sessões de degustação aconteceram no Château de Bossey, e os azeites foram avaliados por especialistas de diferentes nacionalidades.
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Como é o azeite Frantoio
O rótulo Frantoio tem um sabor intenso, com presença marcante da picância, amargor e frutado, explica Rafael Sittoni Goelzer, diretor de relacionamento da Estância das Oliveiras.
Além disso, o azeite tem notas de especiarias, erva-doce, melão, amêndoa verde, manjericão, frutas vermelhas, pera, aipo, figo, coentro, banana, pimentão verde e ervas frescas.
“Todas essas notas de sabor foram identificadas na análise olfativa e gustativa do mestre de Lagar André Goelzer e equipe”, conta Rafael.
Ele ressalta que o produto contém apenas azeite de oliva extravirgem puro. “Muita gente pergunta se adicionamos esses ingredientes à garrafa”, diz. “Na verdade, são percepções de análises sensoriais”.
Segundo Rafael, as notas de sabor são resultado do terroir, da variedade da azeitona e do cuidado em todas as etapas de produção.
➡️ Terroir é o conjunto de fatores como clima, solo, relevo e técnicas de produção que influenciam o sabor e a qualidade de um produto. Isso explica por que alimento iguais podem ter características diferentes conforme a região onde são feitos.
André Goelzer, responsável pela produção e dono da fazenda Estância das Oliveiras.
Divulgação
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Agronegócios

Veja dicas para cultivo e consumo de plantas alimentícias não convencionais (PANCS)


Ora-pro-nóbis, uma planta alimentícia não convencional (PANC)
Guilherme Maragno/Embrapa
Neste domingo (26), o Globo Rural indica um folheto da Embrapa com dez plantas alimentícias não convencionais, conhecidas pelo termo PANCS.
A publicação traz uma ficha bem completa de espécies como ora-pro-nóbis, araruta, vinagreira (cuxá) e língua-de vaca (cariru).
O folheto tem dicas de como plantar, colher e utilizar as PANCS na alimentação.
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Saiba como a Embrapa cria novas variedades de uva
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Agronegócios

Polônia vai à Justiça da União Europeia contra acordo com Mercosul


Por que o agronegócio europeu se sente ameaçado pelo acordo com o Mercosul
A Polônia anunciou nesta sexta-feira (24) que vai recorrer ao tribunal máximo da União Europeia contra o acordo de livre comércio entre o bloco europeu e o Mercosul, segundo informações da agência Reuters.
Segundo o vice-primeiro-ministro polonês, Władysław Kosiniak-Kamysz, o país pretende apresentar uma queixa formal ao Tribunal de Justiça da União Europeia até o prazo limite de 26 de maio.
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A decisão reforça a posição de Varsóvia, que, ao lado da França, lidera a oposição ao acordo dentro da União Europeia.
O tratado UE-Mercosul foi firmado em janeiro, após mais de 25 anos de negociações e prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas entre o bloco europeu e o Brasil, a Argentina, o Paraguai e o Uruguai.
Críticos do acordo afirmam que a medida pode prejudicar produtores locais, especialmente no setor agrícola, ao ampliar a entrada de produtos mais baratos, como carne bovina, açúcar e frango. Agricultores e ambientalistas também estão entre os que se opõem ao tratado.
Na mesma linha, o vice-primeiro-ministro polonês, Władysław Kosiniak-Kamysz, disse que há riscos à segurança alimentar, à proteção do consumidor e ao mercado interno.
A resistência ganhou força no Parlamento Europeu, que em janeiro decidiu encaminhar o acordo para análise do tribunal da União Europeia.
O governo francês teme impactos negativos sobre o setor agrícola diante da concorrência de produtos sul-americanos mais baratos. O presidente francês, Emmanuel Macron, chegou a classificar como uma “má surpresa” a decisão da União Europeia de acelerar a aplicação provisória do acordo.
Por outro lado, países como Alemanha e Espanha apoiam o tratado, ao enxergarem oportunidades de ampliar exportações, reduzir a dependência da China e garantir acesso a minerais estratégicos.
Defensores do acordo também argumentam que ele pode ampliar o acesso de empresas europeias aos mercados da América do Sul, beneficiando principalmente a indústria.
Acordo passa a valer de forma provisória a partir de maio
Apesar das críticas, a Comissão Europeia informou em março que o acordo deve começar a ser aplicado de forma provisória a partir de 1º de maio, enquanto segue o processo de aprovação completa pelos países-membros.
Os países do Mercosul estão em estágios avançados de aprovação do acordo com a União Europeia, o que permite o início da aplicação provisória enquanto os trâmites formais continuam.
Brasil, Argentina e Uruguai já concluíram seus processos internos de aprovação.
Paraguai, que atua como depositário do tratado, também finalizou os trâmites legais e formalizou a promulgação, etapa essencial para viabilizar a entrada em vigor.
Com isso, o acordo pode começar a ser aplicado provisoriamente entre a União Europeia e os países do Mercosul que já cumpriram essas etapas.
A aprovação no Brasil incluiu aval da Câmara e do Senado, seguido de promulgação e notificação formal. No Paraguai, o processo também passou pelas duas casas legislativas antes da sanção presidencial.
Líderes da União Europeia e do Mercosul celebram em Assunção a assinatura do acordo de livre comércio que encerra mais de 25 anos de negociações.
REUTERS/Cesar Olmedo
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Agronegócios

Dia Nacional do Churrasco: em que parte do boi fica a picanha? Dê play no game e teste seus conhecimentos


O Dia Nacional do Churrasco é comemorado nesta sexta-feira (24). Mas você sabe exatamente de onde vêm os cortes de carne que chegam ao seu prato? Da picanha, do patinho, do filé mignon? Nem sempre é fácil identificá-las.
Neste jogo interativo, teste seus conhecimentos e descubra se você acerta a localização dos principais cortes.

O Dia Nacional do Churrasco é comemorado nesta sexta-feira (24).
Nadin Sh/Pexels e Pedro Furtado/Pexels
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Após proibição pela Anvisa, marca relança café em sachê sem extrato de cogumelo na fórmula


Café em sachê Fellow Criativo, da Cafellow
Divulgação
A marca Cafellow relançou neste mês o café em sachê Fellow Criativo, que havia sido proibido em outubro do ano passado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Na época, a agência vetou o produto devido à presença de um extrato de cogumelo em sua composição, além de outras irregularidades.
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Segundo a legislação brasileira, para ser considerado café, o produto precisa conter somente o grão, sem os chamados “elementos estranhos” — que são grãos ou sementes de outros gêneros (como milho, trigo, cevada), corantes, açúcar, caramelo e borra de café solúvel ou de infusão.
Para se adequar à lei, a Cafellow relançou o Fellow Criativo usando apenas café arábica e aromatizantes autorizados em sua fórmula.
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“A decisão está diretamente relacionada ao enquadramento regulatório do produto como café, que não permite a adição de outros ingredientes além de aromas”, diz a empresa.
Segundo a Cafellow, a nova versão do Fellow Criativo traz 14g de café arábica torrado e moído, com aroma natural de caramelo e baunilha.
O produto original, por sua vez, tinha extrato de cogumelo Agaricus Bisporus, um ingrediente que, segundo análise da Anvisa em outubro, não foi avaliado quanto à segurança para consumo.
Quando proibiu o produto, a agência também destacou outro ponto: a embalagem e a publicidade afirmavam que ele ajudava no controle da insulina e na redução do colesterol, mas essas informações não tinham comprovação da Anvisa.
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Guerra no Irã derruba em mais de 30% exportações brasileiras ao Golfo Pérsico


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As exportações brasileiras para países do Golfo Pérsico caíram em março, em meio aos efeitos da guerra no Irã e às dificuldades de navegação no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do comércio mundial.
Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados na plataforma ComexStat, mostram que as vendas brasileiras para a região somaram US$ 537,1 milhões no mês. O valor representa uma queda de 31,47% em relação a março do ano passado.
🌊 O Golfo Pérsico reúne mercados importantes para o Brasil, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Omã e Bahrein. A maior parte do comércio com esses países é formada por produtos do agronegócio, que representam cerca de 75% das exportações brasileiras para a região.
Isso porque a interrupção parcial do transporte marítimo afetou principalmente alimentos que dependem de embarques regulares em grande escala.
O milho praticamente deixou de ser enviado no mês, enquanto as exportações de açúcar e melaços sofreram forte retração. Outros grãos também sentiram o impacto: no caso do trigo e do centeio, não houve embarques relevantes ao Golfo Pérsico em março (veja os detalhes na tabela abaixo).

A principal explicação para a queda está na logística. Com o aumento do risco na região, companhias de navegação passaram a cobrar taxas adicionais e a adotar rotas mais longas, muitas vezes contornando o continente africano para evitar a passagem por Ormuz.
O desvio amplia o tempo de viagem e encarece o transporte.
Para analistas do mercado financeiro, episódios como o conflito no Irã mostram como fatores políticos passaram a influenciar diretamente o comércio de commodities.
“A geopolítica voltou a ditar regras no fluxo global de mercadorias”, afirma Pedro Ros, CEO da Referência Capital.
Segundo ele, tensões internacionais podem alterar rotas logísticas, pressionar custos de seguro e aumentar a volatilidade de preços, exigindo maior planejamento das empresas exportadoras.
Carnes e commodities mantêm demanda
Mesmo com a queda das exportações brasileiras ao Golfo Pérsico em março, alguns produtos mantiveram demanda e ajudaram a sustentar o fluxo comercial com a região. As carnes seguem como um dos principais pilares da pauta brasileira nesses mercados.
O frango permanece como o principal item exportado pelo Brasil ao Golfo, liderando as vendas externas tanto em 2025 quanto no início deste ano.
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A carne bovina também mostrou resiliência no período, com avanço no valor exportado — movimento associado sobretudo à alta dos preços internacionais, e não necessariamente ao aumento do volume embarcado.

A relação comercial entre Brasil e Golfo, no entanto, não se limita às exportações brasileiras.
O país também depende de produtos vindos da região — especialmente fertilizantes nitrogenados, insumos essenciais para a produção agrícola. Omã, Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos estão entre os principais fornecedores desses produtos para o mercado brasileiro.
Diante das incertezas sobre a duração do conflito e das dificuldades no transporte marítimo, empresas brasileiras passaram a antecipar compras para garantir estoques.
Não por acaso, em março, as importações de fertilizantes nitrogenados vindos desses países cresceram mais de 265%, segundo dados do MDIC.
Produção de soja e milho em Macapá – Exportação para a Guiana Francesa
Arthur Alves/PMM

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